terça-feira, 9 de outubro de 2007

Atravessando para um momento melhor

Transcendendo. Está entendendo?

Eu estou sob efeito de mudanças grandes na minha vida, MAS nenhuma delas vai mudar quem sou! Estou apenas melhorando...
Agoooooooooora, um texto que me deixou orgulhoso =)

Dançarino Dos Ventos
Pendurado em um barbante
Giro por mais uns instantes
(Perco minha direção, perco a noção das horas)

Eu fico tonto com o vento
Peço para o mundo girar lento
(Perco minha emoção, perco a noção do tempo)

A brisa corre e eu não me movo
Eu só vejo ela passar
A terra dança e eu grito "socorro"
Porque eu só sei ventar

Ouço uma risada, de repente
Crianças me encaram alegremente
(Perco minha solidão de um jeito inocente)

Estou pendurado em um barbante
Sou a marionete elegante
(Perco a monotonia, perco a monotonia)

A brisa corre, mas eu não me movo
Eu só vejo ela passar
O furacão se aproximou de novo
Sinto que eu perco o ar
A brisa corre e eu não me movo
Eu só vejo ela passar
A terra dança e eu grito por socorro
Porque eu só sei ventar

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Estradas

Um pouco confuso e um muito cheio de certas hipocrisias, mas relevo e revelo que ainda estou de pé. Não vai ser uma merdinha ou outra que vai me derrubar, muito menos uma merdinha que precisa da ajuda de mais dezenove pra custar três reais...
Estrada De Madeira
Seguindo minha estrada de madeira
Vendado em uma prancha, alto mar
Calçando pés de chumbo à vida inteira
Implorando para o vento não me derrubar

E se não vão me salvar
Peço para me deixarem afundar
E se ninguém vai me salvar
Eu peço para afundar
Eu peço, eu peço para afundar

Eu estou mudo diante da melodia
Que toca a minha pele, tão obcena
Calçando pés de chumbo para a ventania
Não levar minha alma, tão pequena

E se não vão me salvar
Peço para deixarem eu me levar
E se ninguém vai me salvar
Eu decido que vou me levar
Decido que vou me levar, me levar

Montados em suas mentiras, voem
Voem, voem, voem: eu vou, hein
Eu continuo andando em minha prancha
Desfilando para não me afundar

E se não vão me salvar
Peço para me deixarem afundar
E se ninguém vai me salvar
Eu peço para afundar
E se não vão me salvar
Peço para me deixarem afundar
E se ninguém vai me salvar
Eu peço para afundar

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Eu seeeeei!!

Eu sei que havia me prometido, e prometido a alguns dos meus assíduos leitores, que não escreveria mais sobre esse tema. Havia prometido que a última postagem seria a postagem final. C'est fini! ... Ou não? Não. Não consigo dar um ponto final à minha sentença, assim como uma pequena criança reprovada em Língua Portuguesa no C.A. ou em Cálculo I na faculdade.

Fraco, sim. Sou. Só preciso desabafar mais um pouco. Ela provavelmente nem sabe que é sobre ela, isso se ela ler. Ela provavelmente não me nota, nem sabe que eu existo. Não. Eu sei que ela sabe que eu existo, mas não é que isso seja uma coisa boa. Eu sei que a importuno e só, nada mais!!!

Queria que ela soubesse, queria que ela entendesse: tudo que fiz foi por ela; parte do que fiz foi blefe. Não sabia como agir: com tantas portas trancadas, tentei arrombar... Não me orgulho e me arrependo profundamente disso. Acontece. Mais uma vez, estraguei tudo...

Tenho um poema e uma música nessa postagem, mas, acima de tudo, tenho uma poesia nesse coração.
Viu? Você me ensinou e eu nunca esqueci. rs

Meu Sonho
Só peço uma coisa ao meu sonho
Não vire a realidade
Não deixe meu mundo medonho
Nem peço um amor de verdade

Sonho com o melhor que já tive
Pois não conheci o amor como é
Mas este sonho me mata e vive
Numa realidade em que não me quer

Eu piso em gotas de chuva
Antes que cheguem ao chão
Toco o fogo e o uso de luva
A seu frio intenso, peço perdão

Quero-lhe mais do que nunca, mas não vejo
A figura de nossas bocas agarradas
Não há minha fala, não há meu gracejo
Que lhe faça se sentir amada

Só peço uma coisa - A Meu Sonho:
Não vire a realidade
Não deixe meu mundo medonho
Não lhe pedi um amor de verdade

Sonho, como o melhor que já tive
Ainda que não tenha conhecido o amor, como é?
Sonho que mata! sonho que vive!
Na realidade, sonho não é

Eu piso no fogo, na fuga
Para nunca chegar ao chão
Toco em suas gotas de chuva
Para chover as lágrimas que pedem, então, perdão

Quero-lhe agora, agora e agora não vejo
A cena de nossas mãos dadas
Não há seu olhar, não há nosso beijo
Que um dia me faça mais que nada
_________________________________________
Sem Respostas
E talvez não fosse pra acontecer
Mas essa foi minha intenção
Eu tive minhas certezas, com você
No entanto, nunca tive ação

Em dias de frio, Cazuza já não disse?
"É melhor nem nascer"
E é um inverno: um inferno congelado
Não pensar em você

Agora eu me encontro aqui, sozinho
Só um maço e duas garrafas
Você me joga em sua bagunça e eu lhe respondo
Sem respostas

E talvez não fosse pra começar
Mas eu quis você, desde o início
Me perdi no primeiro olhar
No primeiro suspiro, um novo vício

E talvez não fosse pra durar
Mas o beijo rola sempre que
Eu fecho os olhos, pra lembrar

E agora eu me encontro aqui, sozinho
Só um maço e duas garrafas
Você me joga em sua bagunça e eu lhe respondo
Sem respostas

Só preciso de uma desculpa
Pra encontrar você, lá fora
E não queria que acabasse
Com os sinos das dez horas

Agora eu me encontro aqui, sozinho
Só um maço e duas garrafas
Você me joga em sua bagunça e eu lhe respondo
Que agora eu me encontro aqui, sozinho
Só um maço e duas garrafas
Você me joga em sua bagunça e eu lhe respondo
Sem respostas

domingo, 30 de setembro de 2007

Éden caiu...

Meu coração estava sobrevoando territórios desconhecidos quando, sem saber por onde ou por quem, foi abatido, em vôo rasante.
O pobre coitado estava em missão de reconhecimento, olhando entre uma bela paisagem e outra, fixando seu olhar, atentamente, a algo inesperado, indescritível, que possuia atributos invejáveis e vontades e desejos indecifráveis: Éden não sabia o que fazer.
Éden tentou uma abordagem direta, porém logo foi metralhado, de frente, pela base fascinante. Desistência não era algo que o pobre músculo cardíaco conhecia, ou até mesmo cogitava em pensar! Continuou tentando a abordagem direta, sofrendo inúmeros ataques e sendo obrigado a recuar.
As coisas não iam bem para o nosso guerreiro: algumas tentativas, provavelmente, em vão. Este seria o fim? Nunca! Era apenas uma pausa para reparos leves, que o manteriam pronto e firme para as próximas tentativas! Não contava, pobre Éden, que seus esforços não trariam resultados e isto o obrigaria a mudar sua estratégia! Atirando contra o vento, pois este seria incapaz de apontar suas armas para o belo Hangar que se recusava a acolhê-lo, age blefando, tentando se aproximar usando de suas fintas, não muito bem treinadas.
Ao ver o novo estilo de aproximação, o Hangar entra em alerta, convocando toda e qualquer unidade em seu território para oferecer resistência ao "invasor"!!! Seria tão óbvia assim, esta reação? Éden jamais saberia, até mesmo porque Éden foi alvejado furiosa e incessantemente. Que azar: menos um coração no mundo.
"Antes um coração vazio do que um todo despedaçado". Malditas sábias palavras!!! Éden havia de ter aprendido isso antes.
...Mas nem depois de ser abatido ele aprendeu.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Motivação

Motivos somos e temos.
Tenho razão pra fazer o que quiser. Temos.
Justificativa é o que não falta: depois do primeiro erro, o resto é reação. Certo?

Motivos temos e usamos.
Uso qualquer desculpa para fazer o quiser. Usamos.
Barreiras não nos faltam: depois do primeiro obstáculo, o resto é consequência. Não é?

Motivos usamos e agarramos.
Agarro qualquer verdade para fazer o que quiser. Agarramos.
Mentiras são tão freqüentes: depois de engolir a primeira, fica fácil aceitar as que nos cerceiam. Sabe disso?

Motivos, motivos, motivos.
Quando serão mais do que motivos?
Quando os motivos serão usados sem a finalidade de suavizar o
impacto de um erro?
Quando os erros deixarão de ser tão errôneos a ponto de
precisar de um desastre natural para terem a permissão de
acontecer?
Quando não precisaremos de Tsunamis para finalmente nos
tocarmos de que certos lugares precisam de ajuda?

Minha mente está tendo maremotos, Tsunamis e, tenho quase
certeza de que, foi abalado pelo Katrina...
... Mas, apesar dos motivos, tenho motivação.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Apenas um texto

Apenas um texto.
Uma idéia, ou falta de.
Com certeza sinto falta.

Díspar
Sou um cego que não ouve gritos
Sou um surdo que não pede ajuda
Sou um mudo que não vê os seus ataques

Eu sou um crocodilo sem lágrimas
Eu sou uma viúva sem lástimas
Eu sou um morto sem cova
Eu sou o crime sem provas

Tão díspar, dispare seu olhar
Díspar pra mim, diz "pare" pra mim
E tão díspar, dispare seu olhar
Díspar pra mim, diz "pare pra mim"
E eu vou parar

Sou um céu que não chora
Sou um mar que não chove
E sou um mal necessário

Sou um fogo que esfria
Sou um chão que desaba
Sou o mal necessário

Eu sou um crocodilo sem lástimas
Eu sou uma viúva sem lágrimas
Eu sou um morto sem prova
Eu sou o crime sem covas

Tão díspar, dispare seu olhar
Díspar pra mim, diz "pare" pra mim
E tão díspar, dispare seu olhar
Díspar pra mim, diz "pare pra mim"
E eu vou parar

Não espera por mim, por mim, nêspera
ó doce fruta
Não aja assim, assim não aja, ó naja
Ó naja, ó cobra

Eu sou um crocodilo sem cova
Eu sou uma viúva sem provas
Eu sou um morto sem lástimas
Eu sou o crime sem lágrimas

Tão díspar, dispare seu olhar
Díspar pra mim, diz "pare" pra mim
E tão díspar, dispare seu olhar
Díspar pra mim, diz "pare pra mim"
Que eu vou parar

domingo, 2 de setembro de 2007

Semana desgastante

Um movimento enorme no blog, né?
Estranho... nunca pensei que teria 7 posts em tão pouco tempo, mas tive.
É muita merda junta... hahahahahaha
Foda-se, acontece... nem vou pensar que só tenho problemas, pois agradeço pelo que tenho, que não é pouco.

Só é de extrema decepção ver que meus irmãos estão distantes...
Só é de extrema decepção ver que meu respeito é inconstante...
Só é de extrema decepção ver que minha adoração não é o bastante...

Minha atitude não é o bastante...
Nunca foi.

Meus feitos não são heróicos, não importa o quão difícil sejam.
Acima de tudo, não importa o quanto eu tente preservar a paz, ela sempre desmancha como um castelo de areia.
E é um castelo de areia, apenas...

Hiato
Estou entre vidas
E bem longe da morte
Em sensações esquecidas
Que independem da sorte

Estou entre ruas
E longe de casa
Em paisagens nuas
Usarei minhas asas

Estou entre amores
Estou entre passados
Estou entretido
Estou entrelaçado
Estou esquecido
Estou em hiato
Estou aqui perdido
Só mais um hiato

Entre desfiladeiros
E estradas marcadas
Estou no mundo inteiro
E em uma simples pousada

Entre dois lugares
E entre dois segundos
Entre edifícios
E entre bares imundos

Entre duas pessoas
Entre dois futuros
Entre o que eu já sou
E entre o que eu fui

Estou entre amores
Estou entre passados
Estou entretido
Estou entrelaçado
Estou esquecido
Estou em hiato
Estou aqui perdido
Só mais um hiato

Estou entre amores
Estou entre passados
Estou entretido
Estou entrelaçado
Estou esquecido
Estou em hiato
Estou aqui perdido
Só mais um hiato

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Quem sou eu:

Uma criança.
Uma criança que agradece pela melhor vivência que ela poderia ter tido em toda a sua vida.

Chorei por uma mulher. Verdade. Talvez eu tenha me apegado mais do que deveria, mas a vi como um golpe do destino; Como um desafio às estatísticas ela retornou de um espaço vazio, onde eu a perdi.

Essa mulher é mais bonita que as outras. Essa mulher é mais inteligente que as outras. Essa mulher é mais especial que as outras. Essa mulher, realmente, merecia algo melhor que eu.
... Mas eu a queria, mais do que tudo.

Eu gostaria de me dedicar a escrever SOBRE MIM. Já falei muito sobre ela.
Eu sou uma criança, como antes disse, mas ainda que jovem, sou um HOMEM.
Há muitos homens por aí que não cumprem com suas palavras e se guiam por direções erradas.

Eu me guio através dos alicerces de uma nação utópica, cujos baluartes são compostos por pessoas como eu;
Sigo sete virtudes, sete ideiais.
Prometo fidelidade àqueles que amo.
Juro amor àqueles que me são fiéis.
Eu sou mais um cara, mas não sou mais uma criança.
E sou uma criança.

Desta vez, eu não fui um poeta, porém humano, porém criança.
Não um número, pois incontável
Não uma memória, pois inesquecível
Não uma palavra, pois indecifrável
Não um amor, pois imperdível
Um mundo, pois vasta
Uma galáxia, pois desconhecida
Um universo, pois infinita
Uma mulher, pois sedutora
Minha mulher, só minha
Eu queria... sou só um sonhador.

sábado, 18 de agosto de 2007

Talvez...

Talvez todos tenhamos problemas. Talvez eu não. Talvez eu crie os meus, como qualquer ser humano comum.
Talvez minha vida seja linda. Talvez minha vida seja boa. Talvez, infelizmente, acima de um ser humano, eu seja um Poeta. Talvez, acima de um Poeta, eu seja um Poeta do Amor.

Talvez não me concentre. Talvez não me contenha. Talvez seja estranha a combinação de um Leão e um Poeta no mesmo corpo, mas é como sou. Talvez menos Leão. Talvez mais Poeta. Talvez sim, mas às vezes queria ser de ferro, como um Homem De Lata, mas não perderia meu coração por nada.

Talvez me apegue demais. Talvez isso seja errado. Talvez isso seja culpa de minha essência de Poeta, que me obriga a estar de coração aberto a todo momento. Talvez eu me arrependa disso no futuro. Não, com certeza não...

O Poeta Do Amor
Em minhas veias correm paixões
Em minhas mãos correm pecados
Em meus olhos correm emoções
Em meus cabelos desarrumados
Correm os ventos, por todos os lados

Eu sou um poeta amador
E sou um poeta que ama a dor
Eu sou o poeta do amor
Eu sou um poeta, meu amor

Em suas veias encontro o que é seu
Em suas mãos encontro um espelho
Em seus olhos encontro olhos meus
Em seus cabelos vermelhos
Encontro um paraíso

E eu sou um poeta amador
Eu sou um poeta que ama a dor
Eu sou o poeta do amor
Eu sou um poeta, meu amor

Sou só um sonhador
Que se encantou com o primeiro "oi"
Sou um mero sofredor
Que viveu um momento
E não se importou com o depois

E eu sou um poeta amador
Eu sou um poeta que ama a dor
Eu sou o poeta do amor
Eu sou um poeta, meu amor

domingo, 12 de agosto de 2007

Oz

Eu sou o Leão de Oz. Fato
Todos temos um pouco de Espantalhos, Leões e Homens-de-Lata, mas eu descobri qual a minha essência.
Sou um rapaz que pisa firme, não recua. Em compensação, não dou um passo a frente, não me arrisco.
O grande medo de tentar abrir portas sem chaves é que após tentar, você descobre se pode entrar ou não. Não quero, nunca quis, saber isso.

Isso resume minha vida. Mulheres, música, escolhas pra minha vida: sempre espero darem o primeiro passo. Por sorte, recebi várias coisas de bandeja, até mesmo jogando a melhor das melhores coisas que poderiam ter acontecido na minha vida fora, mas isso não é algo que vai durar.

Eu quero escrever para isso, mas não posso. Não ainda, não agora. O Leão ainda está escondido em sua toca.

Dois Momentos

É impossível quebrar
Longos rochosos muros
Quando se está sozinho
Usando duas mãos nuas

Duas barreiras a quebrar
Dois sentinelas sem lugar
Duas luas erguem o mar
Dois momentos pedem
Pra nos alcançar

É impossível cruzar
Tempestades no deserto
Quando se está sozinho
Esperando de braços abertos

Duas barreiras a quebrar
Dois sentinelas sem lugar
Duas luas erguem o mar
Dois momentos pedem
Pra nos alcançar

Profecias e profissões
Diretrizes e direções
Dois futuros, duas missões
E a decisão

Profecias e profissões
Diretrizes e direções
Dois futuros, duas missões
E a decisão não vai ser minha

Duas barreiras a quebrar
Dois sentinelas sem lugar
Duas luas erguem o mar
Dois momentos pedem
Duas barreiras a quebrar
Dois sentinelas sem lugar
Duas luas erguem o mar
Dois momentos pedem
Pra nos alcançar