terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ô, doença.

Doente há mais de uma semana. Esse semestre vai ser foda.

Já não há mais volta, né? Te amo... Te amo, Sarah!

Agora vamos falar de outras coisas? Não escrevo faz algum tempo, não estudo direito faz algum tempo, também. Minha vida tá meio improdutiva, apesar do período de eficiência pelo qual eu passei há alguns meses.

Tentei escrever algo, mas deve ter ficado uma merda, hehe.

Mapa Para Algum Lugar

Os ventos pararam e estou no meio do mar
Perdi meu norte, a sorte é quem vai me guiar
Leme à deriva - um barco prestes a afundar
Lê-me e se esquivas das entrelinhas que eu teimo em guardar

A minha tripulação é feita de rum, sonhos, paixão - ilusão
O que restou da minha vida está numa garrafa perdida
No meio do mar para, um dia, alguém encontrar

O canto das sereias insiste em me chamar
Aconchegante e sereno, rouba, com a calma, meu ar
Afogo tranqüilamente, pois sou marinheiro sem lar

Pirata sem ouro e sem rumo
Sem fumo, apenas desilusão
No meio do mar para, um dia, alguém encontrar
A já esquecida carcaça que carregou com a vida
Um mapa para algum lugar

domingo, 31 de agosto de 2008

Posso até estar fazendo alguma coisa errada

Mas é o meu erro mais certo...

Te amo! <3
KIWT

Guerra e Arte

Entre canivetes e palhetas
Entre três sets e a derrota
Match point e a conquista
E a vista de cima do pódio

Entre a arte e a guerra
Os magoados e feridos
Entre o amor e o suicídio
Os que viveram e os que não deram sorte

Viver a vida sem pedidos é pedir demais
Temos tudo o que queremos e então queremos mais
A vitória e o azar ficam fora dos anais

Entre as quatro paredes
E quatro pontos cardeais
Câmeras do Big Brother
Brother, deixa isso pra lá

Lá vem a Arte da Guerra
Que erra na arte de pecar
Pra cada pecado novo
Movo uma redenção

É que nem todos temos solução

Mas viver a vida sem pedidos é pedir demais
Temos tudo o que queremos e então queremos mais
A vitória e o azar ficam fora dos anais
E até as catedrais são escândalos de jornais

sábado, 16 de agosto de 2008

Relaxaí, fuma um cigarrinho...

... Temos muito tempo pra desperdiçar.

Já virou obsessão, o que um dia foi paixão.
Já virou dor, o que um dia foi amor.
Já virou agonia, o que um dia foi poesia.
Já está morto, o que um dia nasceu torto.

"Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mas muito tempo pra sonhar."

Você é o meu sonho. Eu não tenho tempo pra sonhar, mas, por você, eu vou encontrar algum...

O Pintor

Pinto os céus pensando no luar
Em que finalmente vou te encontrar
No soar das doze badaladas

Pinto seu rosto pensando no agora
A hora em que você seria minha
E sozinha não estaria minha sombra

Quadros contam sonhos
Sonhos contam as horas
Pra virar verdade

Tintas viram cores
Cores viram vida
Que um dia nascerá

Um dia minha fúria
Derrubará a pintura
E a moldura quebrará

Você estará livre
Pra me encontrar

domingo, 10 de agosto de 2008

And yet i fight, and i fight...

É chato ver os sonhos escorrerem pelas mãos como areia ou diarréia...
É chato...

Vertigem

Sonhar é o bastante, não obstante vida
Revida com o olhar severo da realidade
E na verdade sofre com a desilusão
A miragem que acorda se torna depressão

A diferença entre afundar e afogar
É a vontade de voltar
É a vontade de lutar

A diferença entre se atirar e voar
Não é ter asas, é saber usar

As suas asas
As suas armas
As suas escolhas

A diferença entre o abismo e o abuso
É o desatino do valor
É o destino da dor

Às suas pressas
As suas presas
As suas promessas

Todas elas me machucam

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Virou um hábito?

Sem muita vontade de sair de casa. Sem muita vontade de muita coisa, queria o pouco que não posso ter. Não peço por muito, não. Quero que os meus venenos anti-monotonia me curem dessa dor no meu sangue. Corrompam cada célula, arranquem toda a certeza, tudo que é tão certo e tão falso que eu carrego comigo.

"Isso não dura pra sempre, algo vai dar certo."
É. Eu sei. Infelizmente eu sei. O que eu sinto no momento é errado. Acho que nunca me senti tão bem.

HCN

Tento aproveitar a sombra do quarto vazio
Tento aproveitar a pouca luz sozinho
Muitos vêem e trazem a solidão
Pra me salvar de mim mesmo
Por falar de mim mesmo
Sinto náuseas do espelho

Tento aproveitar o meu desperdício
Tento aproveitar a dor do meu vício
Muitos vêm e trazem a solidão
Pra me salvar de mim mesmo
E pra salvar a mim mesmo
Mais uma dose de veneno
Meu corpo estará pleno
Minha mente salva

Pra continuar a correr
Atrás do próprio rabo
Como um cachorro otário
Eu prefiro morrer

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Putz! Ainda esqueci algo!

Deus, esqueci de falar de um amigo, que nem me pediu nada e vai ficar surpreso com isso, que tá escrevendo pra caralho! Ele me bota no chinelo e ainda joga o chinelo no lixo! Hahaha

Porra, Tri, parabéns porque o que tu tá escrevendo tá foda...

http://frenesimental.blogspot.com/

Ok! Música, tá? Mas não é minha...

Breakin' Down

What was it you once said
That there would be things in life that couldn't be
Not for a second did I believe you
Not for a minute did I believe that

Within your need you lie alone
This empty space you call your home

If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down

As if you thought the rain could wash away the day
And could heal you
Not for a second did I believe it
Not for a minute did I believe that

Within your need you lie alone
This empty space you call your home

If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down
If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down
I'm breakin' down

What was it you once said
That there would be things in life that couldn't be
Not for a second did I believe you
Not for a minute did I believe that

If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down
If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down
I'm breakin' down

Não consigo mais pensar direito

Sabe quando tem alguém que já tá importando mais do que você gostaria? Pois é.
Me incomoda um pouco sentir esse tipo de dependência quase doentia, essa vontade de desaparecer junto com a própria respiração.

Não como direito pensando nesse alguém. Não durmo direito pensando nesse alguém.
Vou me afundar de novo?
É... Acho que não aprendo essa lição.

Diária Mente

Todos os dias eu vejo o Sol nascer
Todos os dias eu me ponho só
A noite chega e com o céu eu sumo em degradée
Como quem volta às cinzas, como quem vira pó

Você me fez entender que
Solidez é quase uma solidão
Te conheci e caí de joelhos

Todos os dias eu olho as estrelas brilharem
O brilho que falta aos meus olhos
A noite se vai com medo da luz
Como quem nasce das cinzas, quem renasce do pó

Você me fez entender que
Ser singular não impede de ser plural
Me contradisse tantas vezes

domingo, 20 de julho de 2008

Tristeza não tem fim...

Felicidade s.. PORRA! MÚSICA ESCROTA! QUERO ALGO MAIS ALTO-ASTRAL!!!

Impressionante que quanto mais corretas forem minhas atitudes e quanto mais "certinho" eu for, MAIS MERDA APARECE!

Ah, vá se foder... E sim, eu tô enchendo esse post de palavrões, porque eu não consigo, e nem quero, me conter.

Saudades

Agora os meus olhos se desfazem das lágrimas
E jogam pra fora, com elas, tudo o que se vê
Todas as memórias, dores e histórias
Toda essa lenga-lenga, essa novela da tevê

Saudades só dá de vez em quando
Quando eu estou parado no canto
Do quarto, canto os roucos versos
De quem tem muito a dizer

E jogam pra fora tudo o que sentiram
Todos os mitos, as brigas e atritos
Toda essa manchete do jornal de domingo

É tarde e a respiração é breve
Me serve quando estou no canto
Do quarto e, aos poucos, meus versos
Têm muita rima pra berrar

É tão tarde pra sentir saudades
E é cedo pro rochedo partir
Com a água do mar
Que carrega todo o ar
Que um dia foi meu

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Novamente.

Estranho, né? Quase um mês sem postar nada novo e agora posto duas coisas no mesmo dia.
Esse turbilhão de emoções, essa dúvida, PUTA MERDA, é foda. É muita coisa que eu tenho que administrar, é muita responsabilidade. Não posso fingir que algumas coisas não são comigo.

ENFIM.

Ao que interessa? Rs.

A Cidade

Acontece que eu queria ser um espectador
Mas parece que eu sou ator dessa trama
Eu participo desse drama, dessa tragédia grega
E eu sinto que só posso
Ver a cidade desabar

Decidi entrar numa estrada como eu puder
Decidi entrar numa estrada nem que seja a pé
Eu participo de um drama, de uma tragédia profana
E me parece que eu só posso
Me parece que eu só posso ver
Essa cidade desabar
Ver a cidade desabar

Na nossa escassez
Na nossa guerra civil
Na nossa história
"À nossa" e bebe!

A cidade vai desabar
A cidade vai desabar
E eu não posso ver!
Eu não consigo nem olhar
A cidade desabar

Ah, o descanso

Nada como aquela sensação de um dever cumprido. Consegui fazer uma boa campanha nesse semestre. Ponto.
Agora eu tô de férias, relaxado, meio importunado com essa falta de paz na vida amorosa. Acontece, mas eu lembro do doce tempo em que o problema era Conseguir Garotas e não Administrar Garotas. Ô, tempinho bom.

Já levei uma dura! Tava abandonando esse blog! A verdade é que tô com essa falta de inspiração! Uma espécie de Teníase que ataca meu estômago para a criação; Que drena minha fertilidade de escritor.
Meus últimos textos estão um lixo! Um LIXO!
Tentarei compensar agora, mas acho que nem rola.

O Fim Do Túnel

Lampiões e ratos espalhados
Terra por todo o local
Ecoa um grito, um pedido de socorro

Paz é relativa

Tem quem queira entrar no túnel
Só para ver a luz no final
Tem quem queira entrar no túnel
Tem quem queira a luz

Um coração costurado já não é mais um coração
É uma colcha de retalhos que sangra como nós
Um coração costurado antes se fez em pedaços
Só pelo prazer da cicatrização

Paz é relativamente fácil de se alcançar
Paz é relativa, a mente facilmente alcança
Paz é relativa, é primitiva
É simplesmente paz

Tem quem queira entrar no túnel
Só para ver a luz no final
Tem quem queira cair num buraco
Só pra se machucar
Tem quem queira a luz
Tem quem queira a luz
No fim do túnel