sábado, 16 de agosto de 2008

Relaxaí, fuma um cigarrinho...

... Temos muito tempo pra desperdiçar.

Já virou obsessão, o que um dia foi paixão.
Já virou dor, o que um dia foi amor.
Já virou agonia, o que um dia foi poesia.
Já está morto, o que um dia nasceu torto.

"Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mas muito tempo pra sonhar."

Você é o meu sonho. Eu não tenho tempo pra sonhar, mas, por você, eu vou encontrar algum...

O Pintor

Pinto os céus pensando no luar
Em que finalmente vou te encontrar
No soar das doze badaladas

Pinto seu rosto pensando no agora
A hora em que você seria minha
E sozinha não estaria minha sombra

Quadros contam sonhos
Sonhos contam as horas
Pra virar verdade

Tintas viram cores
Cores viram vida
Que um dia nascerá

Um dia minha fúria
Derrubará a pintura
E a moldura quebrará

Você estará livre
Pra me encontrar

domingo, 10 de agosto de 2008

And yet i fight, and i fight...

É chato ver os sonhos escorrerem pelas mãos como areia ou diarréia...
É chato...

Vertigem

Sonhar é o bastante, não obstante vida
Revida com o olhar severo da realidade
E na verdade sofre com a desilusão
A miragem que acorda se torna depressão

A diferença entre afundar e afogar
É a vontade de voltar
É a vontade de lutar

A diferença entre se atirar e voar
Não é ter asas, é saber usar

As suas asas
As suas armas
As suas escolhas

A diferença entre o abismo e o abuso
É o desatino do valor
É o destino da dor

Às suas pressas
As suas presas
As suas promessas

Todas elas me machucam

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Virou um hábito?

Sem muita vontade de sair de casa. Sem muita vontade de muita coisa, queria o pouco que não posso ter. Não peço por muito, não. Quero que os meus venenos anti-monotonia me curem dessa dor no meu sangue. Corrompam cada célula, arranquem toda a certeza, tudo que é tão certo e tão falso que eu carrego comigo.

"Isso não dura pra sempre, algo vai dar certo."
É. Eu sei. Infelizmente eu sei. O que eu sinto no momento é errado. Acho que nunca me senti tão bem.

HCN

Tento aproveitar a sombra do quarto vazio
Tento aproveitar a pouca luz sozinho
Muitos vêem e trazem a solidão
Pra me salvar de mim mesmo
Por falar de mim mesmo
Sinto náuseas do espelho

Tento aproveitar o meu desperdício
Tento aproveitar a dor do meu vício
Muitos vêm e trazem a solidão
Pra me salvar de mim mesmo
E pra salvar a mim mesmo
Mais uma dose de veneno
Meu corpo estará pleno
Minha mente salva

Pra continuar a correr
Atrás do próprio rabo
Como um cachorro otário
Eu prefiro morrer

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Putz! Ainda esqueci algo!

Deus, esqueci de falar de um amigo, que nem me pediu nada e vai ficar surpreso com isso, que tá escrevendo pra caralho! Ele me bota no chinelo e ainda joga o chinelo no lixo! Hahaha

Porra, Tri, parabéns porque o que tu tá escrevendo tá foda...

http://frenesimental.blogspot.com/

Ok! Música, tá? Mas não é minha...

Breakin' Down

What was it you once said
That there would be things in life that couldn't be
Not for a second did I believe you
Not for a minute did I believe that

Within your need you lie alone
This empty space you call your home

If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down

As if you thought the rain could wash away the day
And could heal you
Not for a second did I believe it
Not for a minute did I believe that

Within your need you lie alone
This empty space you call your home

If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down
If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down
I'm breakin' down

What was it you once said
That there would be things in life that couldn't be
Not for a second did I believe you
Not for a minute did I believe that

If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down
If you just let me in
I wouldn't let you break down
'cause I'm breakin' down
I'm breakin' down

Não consigo mais pensar direito

Sabe quando tem alguém que já tá importando mais do que você gostaria? Pois é.
Me incomoda um pouco sentir esse tipo de dependência quase doentia, essa vontade de desaparecer junto com a própria respiração.

Não como direito pensando nesse alguém. Não durmo direito pensando nesse alguém.
Vou me afundar de novo?
É... Acho que não aprendo essa lição.

Diária Mente

Todos os dias eu vejo o Sol nascer
Todos os dias eu me ponho só
A noite chega e com o céu eu sumo em degradée
Como quem volta às cinzas, como quem vira pó

Você me fez entender que
Solidez é quase uma solidão
Te conheci e caí de joelhos

Todos os dias eu olho as estrelas brilharem
O brilho que falta aos meus olhos
A noite se vai com medo da luz
Como quem nasce das cinzas, quem renasce do pó

Você me fez entender que
Ser singular não impede de ser plural
Me contradisse tantas vezes

domingo, 20 de julho de 2008

Tristeza não tem fim...

Felicidade s.. PORRA! MÚSICA ESCROTA! QUERO ALGO MAIS ALTO-ASTRAL!!!

Impressionante que quanto mais corretas forem minhas atitudes e quanto mais "certinho" eu for, MAIS MERDA APARECE!

Ah, vá se foder... E sim, eu tô enchendo esse post de palavrões, porque eu não consigo, e nem quero, me conter.

Saudades

Agora os meus olhos se desfazem das lágrimas
E jogam pra fora, com elas, tudo o que se vê
Todas as memórias, dores e histórias
Toda essa lenga-lenga, essa novela da tevê

Saudades só dá de vez em quando
Quando eu estou parado no canto
Do quarto, canto os roucos versos
De quem tem muito a dizer

E jogam pra fora tudo o que sentiram
Todos os mitos, as brigas e atritos
Toda essa manchete do jornal de domingo

É tarde e a respiração é breve
Me serve quando estou no canto
Do quarto e, aos poucos, meus versos
Têm muita rima pra berrar

É tão tarde pra sentir saudades
E é cedo pro rochedo partir
Com a água do mar
Que carrega todo o ar
Que um dia foi meu

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Novamente.

Estranho, né? Quase um mês sem postar nada novo e agora posto duas coisas no mesmo dia.
Esse turbilhão de emoções, essa dúvida, PUTA MERDA, é foda. É muita coisa que eu tenho que administrar, é muita responsabilidade. Não posso fingir que algumas coisas não são comigo.

ENFIM.

Ao que interessa? Rs.

A Cidade

Acontece que eu queria ser um espectador
Mas parece que eu sou ator dessa trama
Eu participo desse drama, dessa tragédia grega
E eu sinto que só posso
Ver a cidade desabar

Decidi entrar numa estrada como eu puder
Decidi entrar numa estrada nem que seja a pé
Eu participo de um drama, de uma tragédia profana
E me parece que eu só posso
Me parece que eu só posso ver
Essa cidade desabar
Ver a cidade desabar

Na nossa escassez
Na nossa guerra civil
Na nossa história
"À nossa" e bebe!

A cidade vai desabar
A cidade vai desabar
E eu não posso ver!
Eu não consigo nem olhar
A cidade desabar

Ah, o descanso

Nada como aquela sensação de um dever cumprido. Consegui fazer uma boa campanha nesse semestre. Ponto.
Agora eu tô de férias, relaxado, meio importunado com essa falta de paz na vida amorosa. Acontece, mas eu lembro do doce tempo em que o problema era Conseguir Garotas e não Administrar Garotas. Ô, tempinho bom.

Já levei uma dura! Tava abandonando esse blog! A verdade é que tô com essa falta de inspiração! Uma espécie de Teníase que ataca meu estômago para a criação; Que drena minha fertilidade de escritor.
Meus últimos textos estão um lixo! Um LIXO!
Tentarei compensar agora, mas acho que nem rola.

O Fim Do Túnel

Lampiões e ratos espalhados
Terra por todo o local
Ecoa um grito, um pedido de socorro

Paz é relativa

Tem quem queira entrar no túnel
Só para ver a luz no final
Tem quem queira entrar no túnel
Tem quem queira a luz

Um coração costurado já não é mais um coração
É uma colcha de retalhos que sangra como nós
Um coração costurado antes se fez em pedaços
Só pelo prazer da cicatrização

Paz é relativamente fácil de se alcançar
Paz é relativa, a mente facilmente alcança
Paz é relativa, é primitiva
É simplesmente paz

Tem quem queira entrar no túnel
Só para ver a luz no final
Tem quem queira cair num buraco
Só pra se machucar
Tem quem queira a luz
Tem quem queira a luz
No fim do túnel

domingo, 29 de junho de 2008

Trabaaaaaalha, porra!

Estudar dá um trabalho, hein.. E, antes de mais nada, feliz aniversário, Débora!! Tudo de bom pra vc! Te quero bem!
Quero estudar mais um pouco pra minhas duas/três próximas provas. Espero que hajam três.
Escrevi algo novo, também. Espero que esteja bom.

Fazenda De Formigas

Paredes de vidro, gaiolas de circo
Reality show que grava nossos banhos

Mais um rebanho, cabeça de gado
Se distraindo nas filas do banco

Como fazendas de formigas
Com um menino espectador
Como formigas

Andamos na linha, pois a estrada é estreita
Perfeita caminhada à lugar algum

Andamos em bando, pois não há lugar algum
Em que possamos ser nós mesmos

Pois nas fazendas de formigas
Eles nos vêem trabalhar
E pesquisam a nossa vida
Depois vêm nos dissecar
Como formigas

Temos alma, temos sangue
Temos uma vida inteira pra usar
em vão

Como formigas na fazenda
Como formigas na merenda
De um menino espectador
Andamos em fila até a hora de morrer

domingo, 8 de junho de 2008

Momento Revolta

Agora sinto um medo infantil, mas na hora certa afundaremos o navio.

Tem algo de errado comigo. Sempre teve, mas agora eu tenho certeza. Sinto uma certa pressão que eu não posso aliviar em ninguém e isso é foda. Conseqüências e repercussões enormes e responsabilidade em dimensões assustadoras. Juro que estou com medo. Não sei se estou pronto pra ser Peter Parker.

Não pensei que me envolveria com algo assim.
Boa sorte pra mim.
Melhor: boa sorte para nós.

Duas coisas que escrevi e que nem acho que ficaram boas.

Hipocrisia

Reza uma prece na pressa e se acha um devoto
Condena uma maioria com a minoria dos votos
Leva uma vida de lavagens cerebrais
E nunca pensou em se lavar

Limpar o sangue que não está em suas mãos
Pois encontra prazer no sofrer de outrem
Está cego e se recusa a ver
Que a visão vai mais além

Trafica idéias que não são suas
Estupra o que não é sua cultura
Mata sem saber que morre por dentro
É detento de uma prisão que decidiu criar

Hipocondria e por isso hipocrisia
Quase um doente mental
Hipocondria e por isso hipocrisia
Hipócrita
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Cegueira

Minha visão está embaçada, acho que vai chover
Já não posso ver a estrela que nos guia
A apatia que o ser cria é desculpa pra não agir
Desculpa por partir, mas eu já perdi o trem das onze

Quantas vezes eu mostrei que me interesso?
Só te peço que esteja ao meu lado, não me deixe
Sou desses inseguros que têm medo de altura
Vai que o balão fura e o tombo me machuca

Queria ver a estrela que mostra a direção,
Que me diz onde eu acho a origem, o centro
Bateu o vento e minhas folhas voaram
Mas minhas raízes me impedem de voar

Perdi minhas folhas com as contas pela metade
Tá meio tarde já nem vejo mais quem sou eu
Perdi a minha conta e não sei onde parei
Tá meio tarde e escureceu

Eu não tenho medo de escuro
Mas me ajuda: só quero enxergar
É meio infantil, mas te asseguro
Que eu só quero encontrar o meu lugar

Eu não tenho esse medo do escuro
Perdi minha conta em qualquer lugar
Um, dois, três, cinco, meia
Mais meia hora e a luz vai voltar