quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Nunca, mas nunca mais...

Estou há um tempo sem postar nada.
Esse post, esse poema, é sobre o atraso de vida que é negar a si mesmo o que se sabe que quer.
Esse é um post sincero, como muitos outros.
Esse poema é Nunca Mais

Nunca Mais

Do sol que se põe ao sol que nasce
A face com a qual me olhas
Me olha como se não desejasse

Da noite mais triste à mais triste solidão
A mão com a qual me afagas
Apague as luzes e me deixe só, então

Um cruel "Boa noite", um breve "Até mais"
Segundos presos no tempo
Que, segundo você, não se repetirão
Nunca mais

terça-feira, 22 de setembro de 2009

À Espera ou A Espera?

Tenho minhas dúvidas, sabe?
Por enquanto será A Espera...

A Espera

Não posso te encontrar
Pois espero por esse momento
Há tanto tempo que nem lembro

Da noite em que te vi
Há tanto tempo é passado
A noite em que te vi
Pela primeira vez
O amor me chamou

Não posso te encontrar
Pois espero por esse momento
Há tanto tempo que me lembro

Do dia em que te vi
Há tanto tempo que passou
Do dia em que te vi
Pela última vez
Me esqueça, acabou

Não posso te encontrar
Pois espero esse momento
Há tanto tempo que a lembrança

De quem eu conheci
Há tanto tempo, é passado
E quem eu conheci
Já não espero encontrar
Eu perderia o sentido da espera
Enquanto que esperar outro beijo
Não faria mais sentido.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Como luz...

"O ouro é usado como símbolo de pureza, valor, realeza, ostentação, brilho etc. O principal objetivo dos alquimistas era produzir ouro a partir de outras substâncias, como o chumbo. Muitas competições premiam o vencedor da competição com medalha de ouro, o segundo colocado com medalha de prata , e o terceiro colocado com medalha de bronze = cobre ( os três pertencentes ao mesmo grupo ( 11 ) da tabela periódica dos elementos ). Em Cavaleiros do Zodíaco, os Cavaleiros de Ouro são os que estão no topo da hierarquia, tento seus nomes associados às doze constelações da Eclíptica."

Sério que Wikipedia citou Cavaleiros do Zodíaco em um artigo nem um pouco relacionado?
Tá, né.
Vamos ao que interessa.

Ouro.

Andando sob o olhar da luz dourada
Nada vai nos fazer parar
A vida foge com o nosso suor
E com um nó na garaganta estamos a gritar

Nós vemos o ouro, nós temos o ouro em mãos
Mas só nos resta o sol a brilhar
Não vêem nosso choro? Damos seus tesouros em mãos
Pra, mais um dia, se poder aguentar

Marchando sobre a dor da areia dourada
A cada dia, um de nós fica pra trás
Com a esperança de um dia ser livre
Vive, em agonia, esperando a paz

Nós vemos o ouro, nós temos o ouro em mãos
Mas só nos resta o sol a brilhar
Não vêem nosso choro? Damos seus tesouros em mãos
Pra nunca mais

Nunca mais...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Como a ametista...

"A ametista é símbolo da transformação. Calmante, facilita a concentração e memória. Desenvolve a intuição e poderes psíquicos. Ótima para meditação. Favorece os ideais elevados e a evolução espiritual."
~Fonte - http://tuathadulac.blogspot.com/2008/09/cristais-ametista.html

E púrpura é a cor do coração.
Engraçado como esta cor é constantemente relacionada à tristeza.

Púrpura

Cor púrpura, por pura vaidade
Da validade expirada de
Uma inspiração
Lábios tristes, sorristes labirintos
Sinto vazia a'lma
Que me despia

Da solidão que eu vestia

Cor púrpura, por pura inocência
Minha essência você assassinou
Olhos calmos, calados seguiriam
Cegamente a mente que ria

Da solidão que eu vestia
Um manto púrpura
O manto púrpura

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Na verdade...

"Este homem - chamemo-lo como o autor, de Mersault - ao contrário de seus antepassados não encontra mais explicação nem consolo para o que acontece na sua vida. Tudo acontece à sua revelia e nada faz o menor sentido. Sua vida não é explicada por nenhuma fé, nenhuma religião, nenhuma ideologia, nem mesmo pela fé na ciência. Este homem não tem nada em que se amparar. O que pode ser visto como uma vantagem: este homem é livre, pode se fazer a si mesmo, sua vida está em aberto."
~ Arthur Dapieve, sobre O Estrangeiro, de Albert Camus.

Absurdo É Liberdade (Verdade)

No fundo do copo está o perdão
A solução no fundo não está
De um lado da porta está a liberdade na verdade
Do outro lado, a sala de estar

Podem te dizer que o absurdo é a liberdade
Não é mentira, não é novidade
Confesso que assuta, mas é a verdade

terça-feira, 14 de julho de 2009

A Prisão

“É tão válido representar um modo de aprisionamento por outro, quanto representar qualquer coisa que de fato existe por alguma coisa que não existe”
~ Albert Camus

Há várias formas de prisão.

Prisão (Você Por Aqui)

Eu nunca quis você por aqui
A sua censura é tão incoesa
A covardia de lutar sozinho
De manter presas as presas da presa

Eu nunca quis você por aqui
Me abraçar é um ataque tão baixo
Acho tão falsa essa preocupação
Eu acho

Eu nunca quis você por aqui
A covardia, você por aqui
Me abraça, você por aqui
Eu acho você por aqui

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sem lenço nem documento

E no olho do furacão. :*

Olho No Olho

Olho no olho
No olho do furacão
O vento sopra forte
Não há tempo para distração

Olho por olho
No meio da multidão
Eu vejo nossos cortes
Salários dançam até o chão

Sujeitos na sarjeta
Sujeira na gorjeta
Isso gera desconfiança

Cenários do Senado:
Ladrão pra todo lado
É pizza de deputado
Rodízio no plenário

Olho no olho
Nos olhos da multidão
A falta de sorte
Que marcou a nossa geração

Olho por olho
Olhar sem direção
A falta de sorte
Desculpas da eleição

Lavagem de dinheiro
Berçário no puteiro
Criação de gado

Famintos familiares
Carência da cáries
Falta de comida - até - nos dentes

Sujeitos na sarjeta
Sujeira na gorjeta
Isso gera desconfiança

Cenários do Senado:
Ladrão pra todo lado
É pizza de deputado
Rodízio no plenário

domingo, 14 de junho de 2009

Que a chuva traga alívio imediato...

Ok, nem abandonei o blog, mas veja bem - trago algo novo e cita uma certa música de uma certa banda. Acho que ficou bom =)
Beijos!

Vermelho-Anil

Atraindo a traição
Pra não trair a atração
Devaneios de uma paixão
Proibida

Preso pela tentação
Tentado pela prisão
Da noite, da luxúria
Lamúrias

D'um erro certo de acontecer
D'uma sina fácil de prever
Que arde na manhã seguinte
Que arde

D'um acerto errado
D'um céu pintado
Que arde fins-de-tarde
De luz vermelha
Vermelho-anil

domingo, 24 de maio de 2009

E eu só acredito no que pode ser dito em três minutos...

Hora de fazer aquela nota mental - Assistir O Estrangeiro. Se eu não colocar aqui, eu devo acabar esquecendo. Mentira, mas é bom prevenir.
Revi Perfume de Mulher e, n(a/o) (sorte/azar), Gremlins. Dois filmes bons. Um deles é um pouco mais que bom, é um clássico, um puta filme. O outro é legalzinho, mas não deveria ser um filme "para crianças".
A pergunta que não quer calar - Didática ou artística? É foda a escolha. É como o Humba já mencionou:

"- O que você diria para toda a geração de leitores que está alimentando aquele velho sonho de montar uma banda de rock e se dar bem na vida?

Se o lance for grana, tentem publicidade. Se for mulher, tentem medicina. Se for álcool e drogas, tentem ser roadies... Se for inevitável, toquem até criar calo."

Admirei essa resposta. Me parece que o sonho é cada vez mais inevitável.
Agora deixarei A Carta. Talvez faça modificações.
Beijos, amores.

A Carta

Nas páginas em branco do que será um livro
Vivo cada instante nas palavras mais banais
Nos quadros, paisagens de um cenário chavão
Num alazão uma amazona correndo ao mês de maio

Atrás das aléias flóridas
De Bois de Bologne

Eu não consigo te dizer pra voltar
Eu não consigo te dizer pra voltar atrás
Me parecem as palavras parecidas
E não me parece que vão me servir
Tão bem

Os copos de aguardente, tão quente
Tão fortes, me fazem esquecer da solidão
A prisão, a febre, a peste nada são
Nessa cidade tão feia, há a paz que

Atrás das cordas de grafite está
O que não consigo expressar

Atrás da conjunção perfeita "e", "depois"
"Depois", "em seguida", já não sei o que escolher

E eu não consigo te dizer pra voltar
Não consigo te dizer pra voltar atrás
Me parecem as palavras tão parecidas
Tão parecidas, não parecem escrever
O que eu penso

terça-feira, 19 de maio de 2009

Entre as sombras e as sobras da nossa escassez...

Cara, tomar jeito é algo extremamente importante. Eu bem estou tomando jeito: arrumei uma garota que me faz bem, larguei vícios que me faziam mal, agora só falta tomar jeito e me dedicar ao que preciso concluir.
Só um detalhe que bem acabei de perceber - importante é bem parecido com impotente, impressionante!
Enfim, queria expor aqui algo novo, meu. Título em aberto, ainda, mas é bem isso mesmo.
E, logo mais, uma obra do Engenheiros, a Tribos e Tribunais.
Beijos, abraços, coçadinhas na bunda.

Lápide

Nas sombras da rocha
Que cobre o que já fui um dia
Leio as lembranças já esquecidas

Aqui jaz o Sol
Aqui jaz um só
Aqui jaz o imaculado

Sou um túmulo em carne e osso
Da pedra lascada à pedra polida
Tattoos de palavras repetidas

Aqui jaz a criança revoltada
Aqui jaz um jovem revolucionário
Aqui jaz quem já foi

Vivemos e morremos em instantes tão serenos
Mal percebemos o luto do momento
Sentimos falta do que fomos
Há um segundo atrás

Aqui jaz o velho preocupante
Aqui jaz o sábio preocupado
Aqui jaz o caduco que educa novas gerações

Aqui jaz um personagem marcante
Aqui jaz quem nem lembro
Aqui jaz quem fui

Vivemos e morremos em instantes pequenos
Nem percebemos, enterramos o momento
Hesitamos em mudar o que fomos
Nesse segundo que aos poucos se desfaz

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Tribos e Tribunais

Todo dia a gente inventa uma alegria
A gente esquenta a água fria
E ignora a bola fora

Toda hora a gente dá um desconto
A gente faz de conta
Mas chega a um ponto em que ninguém mais quer saber

Crimes passionais
Profissionais liberais demais
Segredos de estado
Centro-avante recuado

Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem
Tem muita gente se queimando na fogueira
E muito pouca gente se dando muito bem

Agente secreto
Agente imobiliário
Gente como a gente
Presidente e operário

Empresas estatais
Estátuas de generais
Heróis de guerra
Guerra pela paz

Hindus industriais
Tribos e tribunais
Pessoas que nunca aparecem
Ou aparecem demais

Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem
Tem muita gente se queimando na fogueira
E muito pouca gente se dando muito bem

Críticos da arte
Arte pela arte
Pink Floyd sem Roger Waters - Welcome To The Machine
Formas sem função

Fascistas de direita
Fascistas de esquerda
Empresas sem fins lucrativos
Empresas que lucram demais

E todo dia a gente inventa e fantasia
A gente tenta todo dia
Feitos cegos
Egos em agonia

Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem
Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem
Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem, não, não
Todo dia, todo dia