terça-feira, 19 de maio de 2009

Entre as sombras e as sobras da nossa escassez...

Cara, tomar jeito é algo extremamente importante. Eu bem estou tomando jeito: arrumei uma garota que me faz bem, larguei vícios que me faziam mal, agora só falta tomar jeito e me dedicar ao que preciso concluir.
Só um detalhe que bem acabei de perceber - importante é bem parecido com impotente, impressionante!
Enfim, queria expor aqui algo novo, meu. Título em aberto, ainda, mas é bem isso mesmo.
E, logo mais, uma obra do Engenheiros, a Tribos e Tribunais.
Beijos, abraços, coçadinhas na bunda.

Lápide

Nas sombras da rocha
Que cobre o que já fui um dia
Leio as lembranças já esquecidas

Aqui jaz o Sol
Aqui jaz um só
Aqui jaz o imaculado

Sou um túmulo em carne e osso
Da pedra lascada à pedra polida
Tattoos de palavras repetidas

Aqui jaz a criança revoltada
Aqui jaz um jovem revolucionário
Aqui jaz quem já foi

Vivemos e morremos em instantes tão serenos
Mal percebemos o luto do momento
Sentimos falta do que fomos
Há um segundo atrás

Aqui jaz o velho preocupante
Aqui jaz o sábio preocupado
Aqui jaz o caduco que educa novas gerações

Aqui jaz um personagem marcante
Aqui jaz quem nem lembro
Aqui jaz quem fui

Vivemos e morremos em instantes pequenos
Nem percebemos, enterramos o momento
Hesitamos em mudar o que fomos
Nesse segundo que aos poucos se desfaz

_______________________________________________

Tribos e Tribunais

Todo dia a gente inventa uma alegria
A gente esquenta a água fria
E ignora a bola fora

Toda hora a gente dá um desconto
A gente faz de conta
Mas chega a um ponto em que ninguém mais quer saber

Crimes passionais
Profissionais liberais demais
Segredos de estado
Centro-avante recuado

Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem
Tem muita gente se queimando na fogueira
E muito pouca gente se dando muito bem

Agente secreto
Agente imobiliário
Gente como a gente
Presidente e operário

Empresas estatais
Estátuas de generais
Heróis de guerra
Guerra pela paz

Hindus industriais
Tribos e tribunais
Pessoas que nunca aparecem
Ou aparecem demais

Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem
Tem muita gente se queimando na fogueira
E muito pouca gente se dando muito bem

Críticos da arte
Arte pela arte
Pink Floyd sem Roger Waters - Welcome To The Machine
Formas sem função

Fascistas de direita
Fascistas de esquerda
Empresas sem fins lucrativos
Empresas que lucram demais

E todo dia a gente inventa e fantasia
A gente tenta todo dia
Feitos cegos
Egos em agonia

Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem
Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem
Isso me sugere muita sujeira
Isso não me cheira nada bem, não, não
Todo dia, todo dia

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"Se tudo passa...

...Talvez você passe por aqui." Será que passa?
Cara, eu não sabia, mas algo me diz que eu sou inteligente. Não sei, eu diria que eu estou abrindo a mente, isso é algo bom.
Enfim, mudança de ares, mudança de pessoas, mudança de hábitos... Isso tem feito um bem e tanto.
Agora escrevi aquele poema Lado B, niilista e com aquele gostinho de provocação.
Quem sabe eu não escrevi bem, dessa vez?

Longe Demais

Belas Arquiteturas não revelam a beleza dos arquétipos forjados
Pelos que vivem em suas casas atrás do dia-a-dia
Eu piso pronto para derrapar em um deslize
Provocado pela economia lá do alto

Eu penso que o peso que carrego é tão grande
Meus votos tão volúveis evoluem para dúvidas, em vão
Dizem que Deus está tão perto, mas ele é tão distante

As frágeis estruturas edificam a falhas da educação
Aos que morrem vivendo o dia-a-dia
Eu piso pronto para me afundar em areia movediça
De um povo cuja falha carece explicação

Eu penso que o peso que carrego é tão grande
Meus votos tão volúveis evoluem para dúvidas, em vão
Dizem que Deus está tão perto, mas ele é tão distante
Longe demais do que está por vir

Eu penso que o peso que carrego é tão grande
Meus votos tão volúveis evoluem para dúvidas, em vão
Deus está tão perto, mas ele é tão distante
Longe demais de qualquer lugar
Perto daqui

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Estamos longe demais das capitais...

Tá foda. Muita coisa boa, sim, mas tô confuso pra cacete.
13 dias. Estou sem fumar há 13 dias. Praticamente uma revolução.
Quem quero quis que a quisesse, mas não quis me querer.
Foda, não?
Enfim, algo ainda bem incompleto, mas vem vindo.

Sem título

Um segundo, segredo
Um enredo: no escuro, a estória de um moribundo
Que tentara atravessar a rua
Foi deixada pra lá

Quando não há estrelas, só a luz da rua
Quando o seu olhar se esconde atrás da lua
Você tenta atravessar pro outro lado
Mas no meio do caminho há dois faróis

Um momento, vem cá
Deixa pra lá, não importa
A porta bateu, foi o vento
Gargalhando, desleixado, da vida que acabou de acabar

Quando não há respostas, só há a respiração
Quando a dúvida duvida que existe em vão
E confuso, sem respeito, o ar sai de seu peito
Pra ver a vida vagar

Muito a se trabalhar, mas beleza.
Beijos.

Ps. A pergunta fica.

domingo, 26 de abril de 2009

Naturalmente...

"...porque as estirpes condenadas aos Cem Anos de Solidão não têm uma segunda oportunidade sobre a terra."

Não vou me martirizar, nem nada. Só finalmente aceitei o fato de que meu caminho deve ser trilhado por um homem só. Minha linhagem vai carregar um sangue que corre em minhas veias por pura falta de opção.

Para você, leitor atrasado, atarefado, abarrotado do dia-a-dia que é descarregado, sem pena, em cima de você, junto a outros verbos fatigantes no particípio... Sim! Você mesmo! Saiba que estou um ano mais velho! É!
Agora, você, leitor assíduo e ocioso, você, sim, presencia o momento que precede o baque. Crise dos vinte? Talvez, mas vou passar bem por isso.

Com vocês, diretamente da Revolta dos Dândis...!

Amores, me liguem.
Beijos!

Desde Aquele Dia

Desd'aquele dia
Nada me sacia
Minha vida tá vazia
Desd'aquelia dia
Parece que foi ontem
Parece que chovia
Um rosto apareceu
Uma heroína
O rosto era o seu
Seu rosto de menina
Parece que foi ontem
Parece que chovia

Desd'aquele dia
Minhas noites são iguais
Se eu não vou à luta
Eu não tenho paz
Se eu não faço guerra
Eu não tenho mais paz
Não aguento mais
Um dia mais, um dia a menos
São fatais
Pra quem tem sonhos pequenos
Sonhos tão pequenos
Que nunca têm fim

Eu só queria saber
O que você foi fazer no meu caminho
Eu não consigo entender
Não consigo mais viver sozinho

Ps. Agora me responda, por favor, o que você foi fazer no meu caminho?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Dias bons!

Cara, fiiiinalmente eu tô tendo dias legais, uma vida boooa.
Rapaz, te falar, hein? Conheci uma guria. Gostei dela. Gostei mesmo!
Liiiinda, linda, linda... Culta e inteligente, tem um bom papo. Precisa aprender a relaxar, mas pô...
Enfim, adoraria ficar com ela, mas aí só tendo muita sorte, já que a areia é tanta, enfim...

Logo que a vi, me bateu aquela Piano Bar, dos Engenheiros, sabe?
"Ela apareceu e parecia tão sozinha que parecia que era minha aquela solidão."
Já viajei naquele momento. rs
Aliás, escrevi algo, escrevi algo...
Jundas!

Inseto Na Luz

Sei que essa intimidade intimida
Ainda mais a quem é tímida
Anseio por ti a cada despedida
Não vejo a hora de te ligar

Me perdi nos teus olhos azuis
Teu cheiro doce me seduz
Como se fosse um inseto na luz
Te imploro, te persigo e me jogo

A cada olhar, olho teu sorriso
Eu preciso nessa boca encaixar
Já está tarde, tenho outro compromisso
Compromisso que não posso adiar

Me perdi nos teus olhos azuis
Teu cheiro doce me seduz
Como se fosse um inseto na luz
Te imploro, te persigo e me jogo
Não consigo deixar de me aproximar

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Vida

"Com meus olhos postos no ocidente, símbolo do sol poente e do ocaso da vida, tenho aprendido que a noite da vida é apenas precursora do dia eterno."
Encontre sua paz. (28/10/1929 - 04/04/2009)

quinta-feira, 19 de março de 2009

O fim

O fim dos tempos, o fim do mundo, o fim do século, o fim do dia. Por que o fim causa choques? Não consigo entender...
Enfim, eu a amei, eu a amo. Verdade. Acontece que algumas coisas não dão certo.

Partir pra outra é um termo vulgar e incorreto, na minha opinião, pois não tenho a mínima vontade de apagar alguém de meu coração. Ninguém nunca substituirá antigos amores. Cada momento é um novo momento. Sarah é meu amor e tem uma grande fatia de meu coração. Nada nunca mudará isso. Mesmo amigos, ou não, as memórias de meus dias com ela perpetuarão neste frágil órgão.

Céu (Nosso Quarto)

Eu encontro um céu branco, nulo, puro
Livre de qualquer certeza
Livre de um lado do muro

Mas todo céu um dia fica escuro
E sem olhar pra trás eu parto
Enquanto a chuva risca as janelas
Do nosso quarto

O mesmo céu que um dia brilhou agora murcha
E a mesma chuva que um dia me lavou
Agora seca quando eu decido me molhar
No nosso quarto

Mas todo céu um dia já foi branco
Sem saber se ia chover ou fazer
Sol, no nosso quarto
O sol do nosso quarto talvez fosse brilhar

terça-feira, 3 de março de 2009

Me afastei

Tenho estado tão distante, tão deprimido.
Tive meus momentos de "felicidade", não nego, mas me falta o que mais me importa.
E finalmente sinto o baque do amor perdido...

Não tenho comido. Não almocei, não jantei. Me sinto impotente.
Sinto a fome, mas não sinto vontade de comer. Esse vazio na barriga nem pede comida.
Uma música para você.

Uma Música Para Você

Quem sabe um dia não tenhamos chance
Em outra vida, o mesmo romance
Que não pudemos ter

Estou definhando, morrendo de fome
Minha consciência esquece seu nome
E a vida se esvai

E o tempo trai
A chuva que cai
E lava as lembranças que insisto em ter
Mas não tenha medo
Eu vou morrer antes de esquecer você

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Final again

Tudo fica assim, tão estranho, sempre...

Rio Branco

Dia e noite, alvorada e luar
Viola nas mãos, qualquer lugar
Lápis e caderno na sala de estar
Tento começar a escrever

Viver meus dias atrás de uma mesa
Ser mais um engravatado numa empresa
Uma farpa qualquer dentro da represa
Para ter o que quero, sacrifico um tanto
Faço de tudo, eu nem sou santo
Só não quero ser mais um rosto
Atravessando a Rio Branco

Dia e noite, bar em bar
Toco e canto, se forem me pagar
Sem dinheiro nem pra me sustentar
Tento brincar de viver

Viver esses dias atrás de uma mesa
Ser mais um engravatado numa empresa
Uma farpa qualquer dentro da represa
Para ter o que quero, sacrifico um tanto
Faço de tudo, eu nem sou santo
Só não quero ser mais um rosto
Atravessando a Rio Branco

Escolhi a estrada dura
De intenções puras
Sem arrependimentos
Ou amarguras
É que nem dá

Para viver meus dias atrás de uma mesa
Ser mais um engravatado numa empresa
Uma farpa qualquer dentro da represa
Para ter o que quero, sacrifico um tanto
Faço de tudo, eu nem sou santo
Só não quero ser mais um rosto
Atravessando a Rio Branco
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Estrelas Cadentes

O mundo inteiro pede um minuto de silêncio
Pense num momento de paz e corra atrás

Ventos inventam uma maneira
De refrescar a cabeça da multidão

O Universo é mais que um verso ou estrofe
É a poesia inteira, é apenas poesia

Há quem faça um pedido quando uma estrela cai
Há quem faça um pedido a cada sol que nasce
Há quem queira pedir sem nem saber o quê

Um mundo inteiro oferece uma hora de conversa
Mas esse mesmo mundo deve um minuto sem palavras

Ventos inventam aventuras para os bem-aventurados
E o Universo nem é mais do que uma simples poesia

Há quem faça um pedido quando uma estrela cai
Há quem faça um pedido a cada sol que nasce
Há quem queira pedir sem nem saber o quê
Há quem queira viver como está
Há quem queira viver
Sem se perguntar
Sobre as estrelas cadentes

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Indecisões

Sério que é assim difícil tomar essas merdas? Pensei que fosse tipo um comprimido: bebe alguma coisa que fica mais fácil de engolir. Ah, cara, tudo dando certo e errado ao mesmo tempo, então nem quero reclamar. Digamos que estamos quites?

Quatro Paredes

Meus olhos testemunham contra mim
Meu mundo nem sempre foi tão feio assim
Paredes de espelho refletem a vida entre quatro paredes
Entre quatro paredes

Os olhos que julgam sempre tão distantes
Exilados de um cenário tão deselegante
Paredes de papel e a chuva derruba um lar
E suas quatro paredes

O mundo precisa de heróis
Mas ninguém quer sê-lo agora
O mundo precisa de heróis
Mas ninguém quer perder
As próprias quatro paredes

O que um dia foi um lar
Hoje é cercado por muros
Um furo nas meias da esperança, criança

Os olhos que julgam, sempre tão distantes
Distantes da vida real, isolados, entre quatro paredes